segunda-feira, 29 de maio de 2017

24 de maio: Dia do Coração Aquecido


 “Se teu coração é como meu, dá-me tua mão." - John Wesley

Imagine milhares de crianças em idade escolar, trabalhando e morrendo de chagas e frio. Imagine, por outro lado, uma casta de nobres a quem se outorgou o poder sobre os meios de produção e sobre seres humanos e, sobre todos esses, o poder de conceder e privar todos os seres viventes dos meios de subsistência: direito único do Rei.
Nesse contexto foi que surgiu o Movimento Metodista. Deu-se na Inglaterra, no começo do século XVIII, quando um grupo de estudantes da Universidade de Oxford, sob a liderança dos irmãos e professores John e Charles Wesley, passaram a se reunir para o cultivo da piedade cristã, por meio da leitura da Bíblia, da prática da oração, do jejum, da visita aos presos e aos enfermos. John Wesley iniciou o Metodismo com o intuito de fortalecer e renovar o espírito cristão daqueles que comungavam junto à religião oficial Anglicana.
O Dia do Coração Aquecido é celebrado pelos metodistas em mais de 170 países. Marca o que aconteceu, em 1738, na história e na vida de John Wesley, fundador do movimento Metodista.
Nessa ocasião, enquanto ouvia um comentário de Lutero sobre a Epístola aos Romanos, que tratava da mudança que Deus realiza no coração de homens e mulheres pela fé em Cristo, sentiu seu coração estranhamente aquecido.
Certamente a emoção fez parte dessa experiência. Nesse momento, segundo ele, houve uma íntima ligação entre sua experiência religiosa e a sua doutrina. A partir daí, o impacto de sua dedicação ao Evangelho e ao Reino de Deus fez-se sentir na Inglaterra e no mundo, até os dia de hoje.
John Wesley percebeu que, pela Graça, confiava em Cristo e que somente a fé em Cristo é o suficiente para a salvação. Uma segurança nova e imorredoura lhe foi dada.
Daquele tempo pra cá, o Movimento (hoje Igreja) Metodista cresceu ao redor do mundo, sua doutrina está mais próxima do coração e sua ação nutre-se na certeza da salvação. Sua mensagem vem da comunhão de todos os corações e vai, junto ao Evangelho, trabalhar para a construção do Reino de Deus. 

(Publicado originalmente pelo rev. José Aparecido no Boletim da Congregação Metodista São João Batista )

sexta-feira, 3 de março de 2017

Fugitivos das Igrejas Evangélicas

Algo que tem me preocupado há algum tempo é a grande quantidade de jovens “fugitivos” das igrejas evangélicas e, principalmente, do evangelho hoje em dia.  As razões são as mais variadas possíveis: trabalho demais, pregações cansativas, louvor inadequado, pedidos de dinheiro, uma sociedade extremamente liberal... E a lista se alonga. Quem não tem um bom motivo para ter se afastado? No entanto, sob meu ponto de vista, um dos maiores fatores de “fuga” é o momento em que os jovens vão para o ensino médio e a faculdade. Nesse caso, eles acham que não precisam mais seguir os conselhos dos mais velhos e enveredam por seus próprios caminhos, nem sempre tão bom como eles sonhavam. Nós, os mais velhos, na maioria das vezes não temos argumentos suficientes para rebatermos suas alegações. Muito do que eles falam está realmente acontecendo. 
Nesses 500 anos de reforma é necessário fazer uma revisão do contexto da igreja hoje. Analisar em que medida ela está cumprindo seu papel ativo de evangelização, principalmente para os jovens.
“Recentemente, o Barna Group, organização americana especializada em pesquisas, constatou que apenas 20% dos estudantes que foram discipulados durante a adolescência permaneceram espiritualmente ativos quando chegaram aos 29 anos.” *
Embora a pesquisa seja americana, podemos observar que temos assistido aqui no Brasil uma igreja cada vez mais desinteressada no evangelho e na frequência à igreja.
“John Stonestreet, do Summit Ministeries, organização que lida especialmente com jovens universitários e suas crises faz um alerta: em vez de tentar fazer com que o cristianismo pareça atraente e divertido para os jovens, devemos nos preocupar em garantir que isso que estamos transmitindo seja de fato cristianismo.” *
Ele dá algumas dicas:
Devemos oferecer a eles uma educação completa sobre apologética e visão de mundo.
 “Os estudantes cristãos frequentemente têm a impressão de que somos salvos ‘de’, e não ‘para’.” Muitos conhecem a Bíblia, mas não pensam biblicamente. Eles precisam saber no que creem e também no que os outros creem.
Devemos mostrar não somente a que nos opomos, mas também o que defendemos.
Muitos estudantes são vítimas de escolhas imorais porque lhes falta uma visão maior de suas vidas. Muitos sabem mais sobre o que é proibido do que sobre o propósito para o qual Deus os chama.
Finalmente, devemos confrontá-los com as grandes batalhas culturais dos nossos dias, e não isolá-los.
O cristianismo não é uma religião ascética ou uma filosofia dualística. Seus seguidores são chamados a mergulhar no significado histórico e cultural da humanidade. A oração de Jesus é reveladora: “Não tire- os do mundo, mas proteja-os do mal” *
John Stonestreet é um homem otimista. Ele tem esperanças que a juventude dos EUA de hoje será melhor apesar das evidências contrárias. E nós, temos esperança para os nossos jovens, as medidas simples apontadas acima podem ser adotadas? Seriam válidas para os nossos jovens? O que nós faremos? Aqui está o desafio.
Sandra Nery

* Extraído de: Ultimato.com.br – artigo “Para não virar a cabeça”




sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

À brasileira - Ariovaldo Ramos

Publicação original da Revista http://www.ultimato.com.br/

[Eles] vivem o protótipo da Igreja, isso é preciso que se veja!
É o sonho de Jesus... Um mundo de amigos!

Vou contar-lhes a história de um homem doente:
Não era qualquer ente, embora fosse comum.
Ele morava na Galileia, em Cafarnaum.
Ele tinha quatro amigos, parteiros como só!
Parteiros dão à luz, não nos deixam desistir!
Põem a gente no caminho, insistem pra gente ir!
Há amigos coveiros também, esses não digo que se tenha...
Transformam sonhos em lenha, pra evitar-nos o vexame!
Não sabem que todo vivente tem de passar por exame!
Que de queda em levantamento,
É que surge o monumento; e o sujeito faz o nome!

O moço não andava, nem tinha esperança!
Mas tinha quatro amigos, desde o tempo de criança!
Que nunca desistiram do amigo enfermiço!
Mantiveram o tento atento, pois tinham compromisso;
Esperavam um movimento do Deus que a tudo conduz!
E ele se moveu, desde Nazaré, com o nome de Jesus!
E lá vão eles a carregar, num catre cadeia,
O paralítico que os tinha, amigos à mancheia!
Mas a casa estava lotada, e os corações empedernidos;
Estavam todos acomodados, não ligaram pros amigos!
Que gritaram e clamaram frente à necessidade!
Mas quem fura o bloqueio da insensibilidade?

Vamos ao telhado, cada um use o seu dom!
Façamos um buraco onde esteja o pregador!
É provável que tanto mover faça calar o seu som...
Mas se ele veio de Deus, então veio por amor!
E não terá outra reação, senão acolher a nossa dor.
E foi assim que se fez, e foi assim que deu certo!
Jesus olhou pra cima, Jesus mirou o teto.
Viu, no catre, um doente, e nos amigos, fé fervente.
Jesus deu um sorriso, não ligou para o repente!
Estava ali pra isso mesmo...
Para que tudo o que falava, virasse vida em gente!

Imagine a surpresa daquela população!
Que não ouviu os amigos, na sua consternação!
Observando a Jesus parando a sua atividade,
Para atender o suplico de amigos de verdade!
E Jesus surpreendeu: não falou palavra de cura!
E com aparente secura, falou palavra de perdão!
E reagiram os fariseus: vejam que ousadia!
E entreolharam-se os amigos: como é que ele sabia?
Ora, só há cura porque houve perdão!
Porque o sangue é conhecido antes do mundo a fundação!
E foi o Cristo, que propôs essa questão.

E o perdão, que cura... levanta e aninha.
E como disse o poeta, vão os cinco, a pular amarelinha!
E enquanto pulam cada casa, veem o fim da linha:

Vivem o protótipo da Igreja, isso é preciso que se veja!
É o sonho de Jesus... Um mundo de amigos!
O fim dos desvarios antigos: fim do ódio e da peleja!

É o que nos faz cantar aqui, no confim de todo lugar,
Com frevo no coração, no suingue do baião;
Com um samba bom pra se cantar!
Soando nossos tambores, erguemos a humanidade de dores,
Para que Deus, do alto, veja... A fé de sua igreja!
A clamar para o homem, liberdade!
E Deus, que ama de verdade,
Assim como um dia disse: “Luz”, dirá, com certeza:
“Meus filhos... Assim seja!”

  • Ariovaldo Ramos é escritor, conferencista e presbítero na Comunidade Cristã Reformada, em São Paulo, SP. Foi, por quatro anos, membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e é presidente da Visão Mundial no Brasil. É autor de Pare de Conjugar o Verbo Sofrer.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Quem é você dentro de você?

Quem é você dentro de você? http://ultimato.com.br/
Por Thales Rios

Num passado distante cientistas foram desafiados a criar um complexo sistema mundial de interligação de computadores para troca de informações à distância. As possibilidades eram enormes: poderiam enviar informações militares e científicas de um continente a outro, acessar dados bancários, conversar com pessoas do outro lado do mundo, comprar e vender sem sair de casa. Décadas mais tarde, cá estou eu, me dedicando a gastar tempo nesse tal complexo sistema mundial de interligação de computadores para fazer testes em que descubro qual seria meu Pokémon na vida real.
Por mais tonto que seja, é muito divertido responder 5 perguntas e descobrir que no universo de Friends eu seria o Ross  (droga, sempre quis ser o Chandler), que no Star Wars eu seria o Jar Jar Binks (o que é indiscutível, infelizmente) e que dentre as princesas da Disney eu seria a Branca de Neve (sim, eu já fiz esse teste mesmo). Os resultados são meio deprimentes, mas é viciante demais pra parar com isso. Fora estes testes bisonhos de “quem é você na fila do pão” e “quem é sua alma gêmea” (nunca funciona, acreditem em mim), tem outros realmente interessantes por aí, alguns que dá até pra botar certa fé e parecem ter algum embasamento de psicologia por trás. Meus favoritos são aqueles em que você tem que imaginar um cenário com vários elementos e depois descobre que aquele deserto é a representação da sua vida patética e sem sentido, o cavalo rebelde é sua pessoa amada que está pisando na única flor do jardim, que representava seu último amigo. (Baseado em fatos bizarramente reais de um amigo meu esse exemplo.)
Meu primeiro contato com testes assim foi na época em que a Internet ainda era tudo mato. Quando criança, conheci uma

velhinha muito simpática que parecia ter poderes sobrenaturais. Ela estava em casa conversando com minha mãe e do nada me pediu pra desenhar uma estrada, árvores e uma casa. Achei tonto da parte dela (e não disse isso porque eu era
um menino muito educado), mas fiz lá o tal desenho pra velhinha. Ela pegou o papel na mão, abaixou os óculos de velha dela e começou a me descrever completamente se baseando no desenho: “Olha, menino, estas árvores inclinadas pra direita mostram que você gosta de imaginar muito as coisas antes de fazê-las; a cerca na estrada feita assim me diz que você tem muito medo de arriscar nas suas decisões; o caminho com curvas deste jeito mostra que você é muito desorganizado; e esta casa com telhado deste jeito e um cachorro na porta me indicam que você gosta muito de cachorro, porque eu nem pedi pra desenhar cachorro”. Caramba! Não lembro bem como foi que ela descreveu as coisas na verdade, mas ela parecia saber mais de mim do que eu mesmo! Em seguida pegou meu caderno da escola e descobriu pela minha letra que eu era impaciente, distraído e sentia ciúmes da menina que gostava (o que era verdade mas neguei, obviamente). Depois de desnudar meus sentimentos e personalidade ela deu um sorrisinho, fez alguma piadinha sobre poderes mágicos e me deixou anos pensando que ela era prima da Morgana ou algo do tipo.

Infelizmente, anos mais tarde eu soube que ela havia estudado algo relacionado a psicologia, o que fez a magia desaparecer um pouco, mas de qualquer maneira isso me fez ficar fanático por estes testes de personalidade.Há um tempo atrás eu vi em um site mais um destes testes em que se tem que imaginar um cenário, um animal, uma cabana e mais um monte de coisas. Entre estas coisas, devia imaginar uma caneca ou frasco que estava no fundo da tal cabana. Como ele é? Imaginei um frasco de vidro bem fino e fraco, todo embaçado e com água suja parada. O que você faz com ele? Contrariando o que eu realmente faria na vida real, me imaginei pegando o frasco, jogando a água suja fora e depois fui em uma torneira, o lavei, sequei e levei comigo tomando todo o cuidado do mundo. No fim do teste eles explicavam que o frasco representava a minha relação com a pessoa mais importante pra mim naquele momento. Mais tarde naquele dia liguei pra tal “pessoa mais importante pra mim naquele momento”, contei que fiz mais um daqueles testes tontos, falei que limpei o frasco porque não queria nenhum Aedes Aegypti por perto, rimos, nos desejamos boa noite e fomos dormir.
Um mês depois ela me largou e voltou com o ex-namorado. Não sei se Freud explica isso também, mas aquele teste fez sentido até demais pra mim. Era realmente um relacionamento frágil, cheio de sujeira acumulada de passados mal resolvidos. Tentei limpar com cuidado, mas na vida real acabou tudo despedaçado. Este pode parecer um texto sobre pé na bunda e seus pais falando “Pelo menos agora você sabe como faz pra pegar alguém, né?” (e não, ainda não sei), mas não. Este texto é apenas um devaneio sobre como carregamos tanta sujeira nesse nosso frasco chamado vida. Sobre como nossas atitudes são comandadas por coisas que nem percebemos que nos dominam e ditam nossa vida. O que somos e o que fazemos é, em sua maioria, resultado do que vivemos até então, e a nossa linha do tempo é o tempo todo agredida e entortada por pancadas que experimentamos todo santo dia. Cada pequena falha nossa ou do outro faz pingar mais uma gota no frasco, cada pecado cumpre sua função em aumentar a distância nos relacionamentos, cada trauma nos imputa medos que tornam opacas nossas decisões e, quando menos esperamos, nosso frasco está transbordando sujeira e nos encontramos envoltos em tanto lodo que já não dá mais pra ver do outro lado do vidro.
É preciso limpar o que está ali dentro. Ignorar a sujeira que acumulamos conosco não a limpa, e nessa vida não se tem tapete suficiente pra varrer tudo pra debaixo dele. Cada trauma ignorado, cada falha arquivada, cada pecado engavetado vão cobrar sua atenção um dia. É preciso esvaziar nossos armários para que as traças não corroam o que realmente importa. É preciso tratar as velhas feridas, mesmo que seja pra aprender como tratar as que ainda estão por vir. É preciso enfrentar os velhos traumas para que eles não roubem sua liberdade de escolha na vida. É preciso enterrar seus mortos, mesmo sabendo que parte de você será enterrada junta. É preciso se livrar da sujeira que acusa e te impede de se relacionar consigo mesmo, pois só assim pode-se se tornar livre pra se relacionar com o outro outra vez. Quantas amizades precisam ser desperdiçadas por medo de confiança? Quantos amores precisam ser evitados por medo do abandono? Quantos cachorros precisam ser negados por medo da separação? Quantos projetos precisam ser engavetados por medo do fracasso? Quantas festas, quantas comidas, quantas experiências, quantas viagens, quantas roupas, quantos sorvetes, quantos abraços, quantas danças, quantos prazeres? 
Quanta vida é preciso deixar pra lá por coisas que já deveriam ter sido deixadas pra lá? É preciso esvaziar o velho eu para poder ser preenchido de uma nova vida. Não há frasco que não possa ser lavado. Não há passado que não possa ser deixado pra trás. É preciso aprender perdoar – a si mesmo, inclusive. 
• Thales Rios tem 27 anos, é designer gráfico, professor de EBD e tenta ser engraçado escrevendo para o blog Thales




segunda-feira, 13 de junho de 2016

A dimensão terapêutica da oração

O médico suíço Theodor Bovet percebeu a necessidade de ser mais aberto, criativo e acessível no relacionamento com seus pacientes. Ele passou, então, a priorizar a dimensão espiritual de seus pacientes, que alegavam ter “problemas com os nervos”.

No tratamento de seus pacientes, Bovet procurou, então, conciliar os seus conhecimentos de neurologia com calor humano, compreensão e espiritualidade. O Dr. Bovet observou que muitos de seus pacientes que “sofriam dos nervos”, careciam de uma espiritualidade mais envolvente, mais sadia. Dr. Bovet procurou ajudá-los, conduzindo-os pelo caminho da oração.

Ao ensinar os seus pacientes a orar, Dr. Bovet lhes sugeriu algumas regras bem práticas, que foram publicadas numa revista alemã. É com grande prazer que as compartilho com você. Acredito que possam ser úteis na sua vida, no seu processo de cura.

1. 
Separe diariamente alguns minutos para estar a sós. O seu corpo, a sua mente, o seu coração necessitam de descontração, relaxamento.

2. 
Conte a Deus tudo o que você guarda em seu coração. Fale a ele com simplicidade e naturalidade.

3. 
Sempre que tiver possibilidade, exercite o diálogo com Deus. Para evitar a dispersão, cerre os olhos e, com os olhos fechados, dialogue com Deus.

4. 
Creia firmemente que Deus está ao seu lado. Ore na convicção de que receberá a bênção de Deus.

5. 
Quando interceder a Deus por alguém, faça-o na certeza de que a sua oração atravessará terras e mares. O amor e o poder de Deus envolverão as pessoas pelas quais você ora.

6. 
Quando orar, tenha pensamentos bons, sadios.

7. 
Procure estar em prontidão para aceitar a vontade de Deus.

8. 
Ao orar, coloque tudo nas mãos de Deus. Peça-lhe para lhe dar forças para você poder fazer tudo o que estiver ao seu alcance. Então, entregue-se confiante a Deus!

9. 
Ore pelas pessoas que não lhe querem bem, e por aquelas que foram injustas com você. Isso lhe dará forças para perdoar.

10. 
Ore diariamente por sua cidade, por seu país, pela conservação da paz.

O Dr.Bovet costumava dizer aos seus pacientes: “Converse com Deus, como se ele estivesse sentado à sua frente, diante de você. Converse com ele como se ele tivesse acabado de entrar no seu quarto e lhe perguntasse: ‘O que você quer que eu faça por você?’”.

Você também pode contar com a possibilidade de se sentir envolto pelo Espírito de Deus. O autor do Salmo 139 experimentou a presença de Deus de um modo envolvente. Deus não está restrito a uma corporalidade, que ocupa um espaço determinado, mas é percebido como o Espírito que envolve o salmista por todos os lados. O salmista vivencia a presença de Deus com um “sentimento oceânico”.

A pergunta decisiva que Deus lhe dirige é esta: “O que você quer que eu faça por você?”
Um dia, quando Jesus e seus discípulos saíam de Jericó, um cego chamado Bartimeu, sentado à beira do caminho, gritou: “Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim!” Muitos o repreendiam para que se calasse, mas ele clamava cada vez mais alto pela misericórdia de Jesus.

Jesus pediu que chamassem o cego para junto dele. Então lhe perguntou: “O que você quer que eu lhe faça?” Respondeu-lhe o cego: “Meu Mestre, que eu torne a ver!” (Mc 10.46-52).

O que você quer que o Mestre lhe faça?

• Maria Luiza Rückert é pastora com especialização em Capelania Hospitalar. Cursou Teologia na EST e “Clinical Pastoral Education” no Hospital da Universidade de Minnesota. Fez pós-graduação em Ética, subjetividade e cidadania na EST. Atuou por duas décadas no Hospital Evangélico de Vila Velha (ES). Seu site é www.capelaniamarialuiza.orgA dimensão Terapêutica da Oração

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